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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

(Não) Educar é ...

COMO   NÃO   EDUCAR    UM   FILHO
Policias de Houston, no Texas, publicaram uma lista de 10 “conselhos” para “criar um delinqüente”.
É interessante meditar neste resumo:

1- Comece na infância a dar o seu filho tudo o que ele quiser.   Assim, quando crescer, ele acreditará que o Mundo tem a obrigação de lhe dar tudo o que ele deseja.

2- Quando ele disser nomes feios, ache graça.   Isso fá-lo-á sentir-se interessante.

3- Nunca lhe dê qualquer orientação religiosa.   Espere até que chegue aos 21 anos e “decida por si mesmo”.

4- Arrume tudo o que ele desarrumar:  livros, sapatos, roupas.   Faça-lhe tudo para que aprenda a atribuir aos outros toda a responsabilidade.

5- Discuta com frequência na presença deles.  Assim não ficará muito chocado quando o lar se desfizer mais tarde.

6- Dê-lhe todo o dinheiro que quiser.

7- Satisfaça todos os seus desejos de comida, bebida e conforto.  Negar pode acarretar “frustrações prejudiciais”.

8- Tome sempre o partido dele contra vizinhos, professores e autoridades.  (Todos têm má vontade com o seu filho).

9- Quando ele se meter em alguma complicação séria, desculpe-se, dizendo que nunca o conseguiu dominar.

E, finalmente...
10- Prepare-se para uma vida de desgostos.

“ EDUQUEM  AS  CRIANÇAS  E  NÃO  SERÁ  PRECISO  CASTIGAR  OS  HOMENS” -  Pitágoras

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Poupar e reutilizar em livros e materiais


Hábitos de poupança na Holanda
     A propósito do desafio sobre os novos hábitos de poupança na abertura do ano lectivo, resolvi partilhar a minha experiência uma vez que vivo no norte da Holanda, onde tudo se passa de modo completamente diferente.
     Em primeiro lugar, os livros são gratuitos. São entregues a cada aluno no início do ano lectivo, com um autocolante que atesta o estado do livro. Pode ser novo ou já ter sido anteriormente usado por outros alunos. No final do ano, os livros são devolvidos à escola e novamente avaliados quanto ao seu estado. Se por qualquer razão foram entregues em bom estado e devolvidos já muito mal tratados, o aluno poderá ter de pagá-los, no todo ou em parte.
     Todos os anos, os cadernos que não foram terminados voltam a ser usados até ao fim. O contrário é, inclusivamente, muito mal visto. Os alunos são estimulados a reutilizar os materiais. Nas disciplinas tecnológicas e de artes, são fornecidos livros para desenho, de capa dura, que deverão ser usados ao longo de todo o ciclo (cinco anos).
     Obviamente que as lojas estão, a partir de Julho/Agosto, inundadas de artigos apelativos mas nas escolas a política é a de poupar e aproveitar ao máximo. Se por qualquer razão é necessário algum material mais caro (calculadora, compasso, por exemplo), há um sistema (dinamizado por pais e professores, ou alunos mais velhos) que permite o empréstimo ou a doação, consoante a natureza do produto.
     Ao longo do ano, os alunos têm de ler obrigatoriamente vários livros.
     Nenhum é comprado porque a escola empresta ou simplesmente são requisitados numa das bibliotecas da cidade, todas ligadas em rede para facilitar as devoluções, por exemplo. Aliás, todas as crianças vão à biblioteca, é um hábito muito valorizado.

     A minha filha mais nova começou as suas aulas de ballet. Não nos pediram nada, nenhum fato nem sapatos especiais. Mas como é universalmente sabido, as meninas gostam do ballet porque é cor-de-rosa e porque as roupas também contam. Então, as mães vão passando os fatos e a minha filha recebeu hoje, naturalmente, o seu ‘maillot’ cor-de-rosa com tutu, e uns sapatinhos, tudo já usado. Quando já não servir, é devolvido. E não estamos a falar de famílias carenciadas, pelo contrário. É assim há muito tempo.
     O meu filho mais velho começará a ter, na próxima semana, aulas de guitarra.
     Se a coisa for levada mesmo a sério, poderemos alugar uma guitarra ou facilmente comprar uma em segunda mão.
     Este sistema faz toda a diferença porque, desde que vivo na Holanda, terminou o pesadelo do início do ano. Tudo se passa com maior tranquilidade, não há a febre do "regresso às aulas do Continente" e os miúdos e os pais são muito menos pressionados. De facto, noto que há uma grande diferença se compararmos o nosso país e a Holanda (ou com outros países do Norte da Europa, onde tudo funciona de forma idêntica). Usar ou comprar o que quer que seja em segunda mão é uma atitude socialmente louvável, pelo que existem mil e umas opções. Não só se aprende desde cedo a poupar e a reutilizar, como a focar as atenções, sobretudo as dos mais pequenos, nas coisas realmente importantes.
      (- Público, 30-09-2011 )